A Justiça Federal do Pará determinou, na 2ª feira(24.ago.2026) que o candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), e a sua organização MBL (Movimento Brasil Livre) removam de suas redes sociais vídeos com declarações ofensivas direcionadas aos povos indigenas do Baixo Tapajós.
A decisão liminar foi proferida pelo juiz federal substituto Nícolas Gabry da Silveira e atende a uma ação civil pública movida pelo MPF (Ministério Público Federal).
A controvérsia teve origem em publicações veiculadas no Instagram durante ocupações indígenas no terminal portuário da empresa
Cargill, em Santarém. De acordo com a denúncia, Renan Santos usou as redes para fazer ofensas contra 14 etnias da região.
Nas publicações, Renan Santos chamou manifestantes indígenas de
“vagabundos”, “picaretas” e
“malandros”
, e afirmando que vivem
de “mamata” governamental.
As publicações também ridicularizavam traços físicos dos manifestantes e questionavam a legitimidade do pertencimento étnico das comunidades locais: “acabar com essa farra de qualquer um falar que é índio, falar que qualquer região aqui é reserva indígena”




