Após 10 meses de trabalho intenso, Sidrolândia conseguiu emitir o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) pela via administrativa — algo que não acontecia há 13 anos, já que o Município vinha obtendo o documento apenas por decisão judicial.
Em novembro de 2025, um acórdão favorável à União derrubou o CRP de todos os RPPS que tinham o certificado judicialmente, e Sidrolândia entrou na força-tarefa para regularizar a situação.
As irregularidades apontadas vêm desde 2010 e nunca foram sanadas pelas gestões anteriores. A partir de julho deste ano, a equipe técnica da Secretaria de Finanças, junto com a nova diretoria do Previlândia, fez uma varredura completa nos débitos, comprovou pagamentos já feitos que não haviam sido reconhecidos pelo Ministério da Previdência e corrigiu inconsistências.
Para obter o certificado, o Município pagou R$ 1.372.164,46 de dívidas da gestão anterior e parcelou quase R$ 2 milhões referentes a débitos de 2024. Nenhuma dívida de 2025 entrou no parcelamento — tudo está em dia.
O prefeito Rodrigo Basso destacou que o Previlândia não é um órgão oposto à Prefeitura, mas parte da gestão, e que por 13 anos ninguém organizou a casa. Ele afirmou que ainda há muito a fazer, mas que essa conquista é inédita e garante a manutenção de recursos para áreas como saúde e educação.
Basso também anunciou que estuda fazer uma audiência pública em outubro para detalhar as ações.
O CRP é essencial para que o Município possa receber transferências voluntárias da União e atesta a boa gestão da previdência municipal.



