22 de março de 2026
Após os posicionamentos contrários ao projeto de mineração emitidos pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e pela Funai, a mobilização do Movimento das Mulheres Indígenas do Médio Xingu (MMIMX) entrou em uma nova fase de alinhamento estratégico.
Neste sábado (21/03), lideranças das etnias Parakanã e Xikrin realizaram reuniões internas para definir um plano de ação imediato em resposta às recentes investidas da empresa Belo Sun no território. Devido à diversidade dos povos presentes, as deliberações foram conduzidas com tradução simultânea para as línguas nativas, assegurando a coesão das decisões técnicas e políticas entre as comunidades.
O movimento denunciou que a vulnerabilidade socioeconômica das populações locais e a carência de assistência estatal são fatores instrumentalizados por empresas transnacionais para pressionar e fragmentar a resistência nos territórios.
Os encaminhamentos oficiais e o detalhamento das estratégias definidas nesta data serão publicados formalmente neste domingo (22/03). A pauta central permanece focada no enfrentamento jurídico ao licenciamento da mineradora, reforçando que a fragmentação dos estudos ambientais omite riscos graves de contaminação e ignora os direitos territoriais e a consulta prévia às comunidades afetadas. O MMIMX mantém a ocupação e a vigilância rigorosa sobre as movimentações da empresa na região.
Fonte: emdefesadocomunismo




