Indicação para coordenação da DSEI reacende debate sobre representatividade entre etnias de MS, Nome sugerido é da Aldeia Buriti; o estado tem 8 povos indígenas e lideranças cobram rotatividade nas nomeações
A indicação de um novo coordenador para o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) em Mato Grosso do Sul voltou a gerar discussão entre lideranças indígenas. O nome apresentado é da Aldeia Buriti, comunidade Terena que tem sido recorrente em indicações para cargos de gestão em órgãos ligados à política indigenista no estado, vale lembra que a última indicação política foi da aldeia buriti para coordenador da FUNAI-MS.
Mato Grosso do Sul abriga oito etnias: Guarani, Kaiowá, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Atikum, Ofaié e Guató. Juntas, somam mais de 80 mil indígenas, segundo dados da Sesai. O DSEI-MS é responsável por atender toda essa população, distribuída em 29 municípios.
Para parte das lideranças, a repetição de indicações vindas da Aldeia Buriti levanta questionamentos sobre os critérios adotados.
O que diz a regra
Pela legislação, a nomeação para a coordenação do DSEI é feita pelo Ministério da Saúde, mas deve ser precedida de consulta ao Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI). O conselho é composto por representantes de todas as etnias atendidas pelo distrito.
O regimento não obriga rotatividade entre aldeias ou etnias, mas recomenda que a escolha observe representatividade e conhecimento técnico na prática, a falta de critérios objetivos abre espaço para disputas.
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