Focos de queimadas ameaçam territórios indígenas na divisa de Mato Grosso com Pará.
O cacique Megaron Txucarramãe é uma das principais lideranças Kayapó em Mato Grosso, uma comunidade indígena que vive às margens do Rio Xingu e que foi atingida por um paredão de fogo há dois dias. Na linha de frente, brigadistas tentam salvar coqueiros usados para fazer casas e as árvores de cumaru, medicamento importante e fonte de renda para as mulheres das aldeias.
No estado vizinho, no Pará, a Terra Indígena Kayapó também está queimando muito. A equipe do Jornal Nacional sobrevoou o território – a melhor forma que a equipe encontrou para mostrar o incêndio, que só avança. Nem os brigadistas do Prevfogo combateram as chamas por lá, por enquanto, por causa da insegurança que existe nessa terra indígena hoje.
Segundo o Ibama, o fogo lá é criminoso. Há uma semana, com apoio da Funai e da Polícia Rodoviária Federal, os agentes fazem uma operação contra o garimpo ilegal. A fiscalização destruiu mais de 20 máquinas, 90 motores e cinco vilas estruturadas, até com internet.



